
O Ministério Público do Rio Grande do Norte realizou, na quinta-feira (15), uma roda de conversa sobre a vida e o legado da educadora, escritora e poetisa Nísia Floresta. A atividade, em alusão ao Dia do Professor, aconteceu na Sala de Aula Nísia Floresta, na sede das Promotorias de Justiça de Natal, no bairro de Candelária.
Segundo a organização, o objetivo foi aproximar a atuação do Ministério Público na defesa dos direitos fundamentais da trajetória pioneira de Nísia Floresta, abordando temas como emancipação feminina, pensamento crítico e inovação pedagógica, em diálogo com os desafios da docência atual.
O encontro também marcou a inauguração da sala de aula que leva o nome da escritora. Para a assessora técnica de Editoração Nouraide Queiroz, Nísia usou a literatura e a educação para lutar pelos direitos das mulheres em uma época de forte repressão. “Essa iniciativa estrutural e cultural visa valorizar a história educacional do estado e promover a emancipação feminina na sociedade contemporânea”, afirmou.
A promotora de Justiça e coordenadora do Ceaf/MPRN, Érica Canuto, lembrou que Nísia fundou uma escola exclusiva para meninas, com currículo que ia além das tarefas domésticas e incluía matemática, literatura e ciências. De acordo com a promotora, a educadora defendia a alfabetização como requisito indispensável para que as mulheres conquistassem espaço e voz na esfera pública.
Convidada do encontro, a professora Constância Duarte destacou que o legado de Nísia segue vivo e reforça seu papel pioneiro na defesa dos direitos das mulheres, da educação e dos direitos humanos. “Apesar de ter sido inicialmente envolta em mistério e esquecimento pela historiografia oficial, sua memória foi preservada graças ao esforço de conterrâneos, pesquisadores e diversas instituições culturais”, disse.
A conselheira estadual de Cultura e coordenadora do Coletivo Mulherio das Letras Nísia Floresta, Rejane Souza, ressaltou a atuação da escritora para além da educação. “Esse legado educacional e filosófico que desafiou a exclusividade masculina da época consolida a intelectual não apenas como um orgulho potiguar, mas como um referencial de emancipação para o Brasil e para o mundo”, pontuou.
Confira imagens do evento logo abaixo:





Ao final, as participantes debateram os pontos apresentados e a trajetória de Nísia Floresta.
Por Redação / Blog Nísia Digital – Com informações do MPRN

