
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) informou que recebeu denúncias e que apura uma festa ocorrida nesta semana nos parrachos de Pirangi, entre os municípios de Parnamirim e em Nísia Floresta.
O Idema informou que tomou conhecimento do caso e informou que irá adotar providências cabíveis, como a verificação do licenciamento ambiental de empreendimentos náuticos da localidade e fiscalização dos cumprimentos dessas condições.
O órgão ambiental informou ainda que, por se tratar de uma área pertencente à União, irá articular o apoio da Capitania dos Portos, responsável pela fiscalização da capacidade e segurança das embarcações, além da Polícia Ambiental e do Ibama-ICMBIO para atuação conjunta no caso.
O trecho em questão, segundo o Idema, está em fase de estudos técnicos ambientais para a criação de uma unidade de conservação federal a ser gerida pelo ICMBio.
‘ÁREA RICA EM BIODIVERSIDADE’, ALERTA ESPECIALISTA
Para o Centro de Monitoramento Ambiental (Cemam) que realiza trabalhos no litoral potiguar auxiliando a proteção do ecossistema e animais, o evento pode trazer riscos à vida marinha na região.
“O que aconteceu nos Parrachos de Pirangi é no mínimo lamentável. Estamos falando de uma área rica em biodiversidade marinha, um berçário da vida marinha, que tem uma biodiversidade de recifes de corais, de peixes, tartarugas, peixes-boi e golfinhos também utilizam essa área”, explicou a bióloga Aline Bonfim, diretora do Cemam.
“É uma área que é um patrimônio ambiental do estado. Então, esse local é utilizado para alimentação, reprodução, abrigo e contribui para o equilíbrio do ecossistema marinho”.
A bióloga também falou sobre os impactos que uma festa nesse tipo de ambiente gera, que, segundo ela, são “diversos”.
“Lixo, luzes, som, álcool, pisoteio nos recifes. E fica a reflexão: quanto tempo a natureza leva para se recuperar desses impactos?”, questionou.
Do g1RN

